segunda-feira, 4 de março de 2019

Pálido, frio e inerte. Onde estás?

Querida, desde que fostes, vigora em mim apenas uma estação, aquela de chuvas, mas chuvas de lágrimas, de quem quer apenas um aperto de mão, o que dirá um beijo apaixonado. Hoje sou mais homem, mas ainda penso em ti como menino.

Não é fácil esquecer aquele dia em que me destes a maçã. Eu, enamorado, entendi como um presente de amor, você, de barriga cheia, queria apenas repassá-la. Ríamos quando lembrávamos, mas é isso aí, mostrei-me tão doce em minha gratidão que dali para frente nos deliciamos como frutos permitidos.

Primeiro, amigos implicantes. Depois, confidentes. Enfim, amantes e eternamente amados. Onde estás com essa presença tão forte, tão aqui, tão acolá? Meu coração ferve quando passo em frente à sorveteira, aquela dantes frequentada por nós que, de tão gelada, lembra-me do teu corpo pálido, frio e inerte. Onde estás?

domingo, 3 de março de 2019

O céu, o céu imenso.

O amor é algo tão leve, nuvem sutil que espraia por lembranças, sentimentos e sonhos, não deixem pesar que ela dantes branca, vira cinza, faz tempestades. Relâmpagos não matam, queimam como palavras, enchentes não matam, sufocam como palavras. Mas os tempos mudam e a gente novamente nuvem, nuvem branca e o céu, o céu imenso.