Pra todos "aqueles" dias em que o terror fez casa, que o medo
vigore, se a doença matou parte de ti, que corroa ainda mais as outras, derrotas
reiteradas, inúmeras perdas da alma, descrença, insegurança, ódio, decepção,
tudo junto, alternado, vigoroso, isole-se até não restar mais ninguém, sonhos,
músicas, cerveja gelada e Deus, neste momento, para você, a maior de todas as
invenções humanas. Mas "aqueles" dias morrem para vida dos "próximos", que te
levantam, te fervem ao sol ou cobrem-te de chuva, aqueles são finitos, os "próximos", o infinito que te leva ao orgulho por toda dor que bem vivenciou e
todo renascimento, feito brisa suave, movendo-te ao de mais sagrado, movendo-te
aos seus sonho. Todos, que, quiser.
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